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- Arte na Leira começa sábado e anre portas a "artistas de palmo e meio"
Arte na Leira começa sábado e anre portas a 'artistas de palmo e meio'
A 23ª edição da Arte na Leira abre sábado e traz novidades. Este ano, ao lado de artistas plásticos de renome, três crianças vão expor também os seus trabalhos. O promotor: o pintor, escultor e ceramista Mário Rocha, quer dar aos mais novos a oportunidade de exprimir a sua criatividade e de despertar o seu perfil artístico, convivendo com a natureza, como é próprio desta exposição peculiar, no coração da Serra d’Arga.
Na Casa do Marco, em Arga de Baixo, já decorrem os preparativos para mostrar, a partir do próximo sábado e até 22 de agosto, cerca de oito dezenas de trabalhos da autoria de 25 artistas nacionais e estrangeiros. A estes juntam-se criações de alunos do IPVC – Instituto Politécnico de Viana do Castelo, um parceiro que se tem associado à mostra há algumas edições, com obras dos seus alunos.
Este ano, Mário Rocha quis ir mais longe e decidiu integrar três crianças, com idades entre os quatro e os sete anos. Oriundas do Porto e de Felgueiras, as crianças vão participar com quatro trabalhos cada, de pintura em cartão.
Esta harmonia destituída de preconceitos, que coloca lado a lado artistas consagrados e iniciados, já era habitual na Arte na Leira, mas Mário Rocha considera ser tempo de dar espaço aos mais pequeninos, numa edição que não deixa de ser influenciada pela pandemia COVID-19. Mário Rocha destaca uma das obras onde esta realidade estará patente, uma escultura construída a partir de troncos de árvores, que pretende simbolizar a necessária aproximação entre a humanidade e a natureza.
A Arte na Leira acontece há 23 anos ininterruptamente, numa “galeria” ao ar livre completamente improvável, a Casa do Marco, agora residência permanente do artista, que optou definitivamente pela casa centenária, encaixada no meio da Serra d’Arga, onde ano após ano vem criando condições para viver durante todo o ano, mas sobretudo para o seu ateliê e “galeria”, sempre no respeito pela traça original e pela profunda ruralidade que marca a aldeia caminhense.
A Arte na Leira é hoje reconhecida internacionalmente e todos os anos, durante pouco mais de um mês, atrai à freguesia de Arga de Baixo milhares de pessoas, que ali visitam livremente a exposição e convivem com o promotor e com os artistas que por lá vão passando.